Depois de tanto tê-los apoiados em mim resolvi deles me abster.
Saí sem óculos e me entreguei à beleza do astigmata.
Entre rostos tortos e imagens distorcidas, vivi.
Saí sem óculos e me entreguei à beleza do astigmata.
Entre rostos tortos e imagens distorcidas, vivi.
Observei com atenção meu caminho cotidiano; irreconhecível.
Me desvencilhei da visão e, por isso, só por isso, vi.
Vivi.
Me desvencilhei da visão e, por isso, só por isso, vi.
Vivi.
Depois de fiar meus passos por eles, os abandonei.
Julguei ser a hora de respeitar minha não-visibilidade genética e então olhei.
Quebrei os óculos.
Enudeci meus olhos e finalmente enxerguei.
Vi o invisível, tangi o inatingível.
Julguei ser a hora de respeitar minha não-visibilidade genética e então olhei.
Quebrei os óculos.
Enudeci meus olhos e finalmente enxerguei.
Vi o invisível, tangi o inatingível.
Com meus cegos olhos
Abri, por fim, meus olhos porosos.
Abri, por fim, meus olhos porosos.
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