sábado, 30 de dezembro de 2017

Tremido

Quando vier
Tire sapatos e relógio 
Te quero sem tempo
Sem saber onde andou
Teu inteiro
O aqui
Chegou

Teus passos deixe lá fora 
Comecemos juntos 
Ou nem partamos 
Esquece das falas deles
Aqui silêncios e barulhos 
Os calarão

Do inteiro quero porte 
Encaixa forte
Sem tabu
De corpo nu 

Desbravemos arestas cutâneas 
Medidas subterrâneas
Do céu estrelado 
Ao quarto mofado
Quero de lado
Cima 
Baixo 
Frente 
Quatro

Uivo
Grunho 
Grasno 
Urro 
Casto.

Mastro

Fera que berra 
sabe pra onde vai
Te levo comigo 
Junto
No mesmo minuto
Olhar 
Calado
Suado
Molhado
Elo que perfura 
E assegura 

Na minha mão
(segura) 
Contigo 


Gemido

Lagarto no asfalto

Tomada de insônia 
Me vejo montando cacos teus 
Relatos
Partes do que é 
Ou pode ser 
Retratos 

É maremoto no saara 
Assalto a mão armada 
Deleite notório 
Descamada 
Real ilusório 
Estrada?

Se trilha
Solta
Tira 
Roupa 

Sem cheiro
Vem o tato 
Memória dura
Perfurando o que não é 
Nem foi pra ser 

Aguardo 
Espaço 
Já tua
Sem armadura 

Nua