sexta-feira, 24 de abril de 2015

Clichê

Sigo meu rumo na cidade como deve ser, caminho por onde segue a indicação do meu destino.
Porém meio a uma prioridade e outra

tu aparece.

Eu não procurei, chamei ou convidei, mas lá está com o mesmo rosto, posição...
Não desvio o caminho, não paro no trecho.

Nem que precisasse. Por algum estranho motivo onde já te vi te vejo, recordo.

Acorda.

Hora do compromisso, segue com isso.
E tem escolha?
Sigo,
sigo,
sigo.

Em outra prioridade lá vem

Tu de novo

Por onde entrou? Não mais sairá?
Receio aquele não
Não de muito tempo
Não de hoje
Não de sempre

O clichê já é parte

É inteiro.

Sou o clichê do mesmo momento que um dia te vi ser, clichê.

Estranhos conhecidos

Era hora de ecoar o sinal, enquanto me via em êxtase de por enfim alcançar o lugar que antes já quis participar te vi ali, como em outro lugar. Talvez tuas previsões eram corretas, a mundos distintos pertencemos. Entre uma imagem e outra sentia vontade de permanecer naquele mundo, de por mais um momento experienciar aquele espaço por mim visto como sublime. Em tua face o desânimo remetendo até a sonolência. Amortecidos estávamos, cada um em um espaço tempo. Estranhos conhecidos então unidos, conhecidos estranhando-se. Em mim a tal roupagem bem caia, em ti me pareceu caída, tímida entre outras tantas. Por vezes indago se este rio em mar desenboca, outras vejo antes apenas a queda d'água. Meio ao aguaceiro resta saber se ainda saberei nadar. Aonde minha nau vai chegar...