sexta-feira, 24 de abril de 2015

Estranhos conhecidos

Era hora de ecoar o sinal, enquanto me via em êxtase de por enfim alcançar o lugar que antes já quis participar te vi ali, como em outro lugar. Talvez tuas previsões eram corretas, a mundos distintos pertencemos. Entre uma imagem e outra sentia vontade de permanecer naquele mundo, de por mais um momento experienciar aquele espaço por mim visto como sublime. Em tua face o desânimo remetendo até a sonolência. Amortecidos estávamos, cada um em um espaço tempo. Estranhos conhecidos então unidos, conhecidos estranhando-se. Em mim a tal roupagem bem caia, em ti me pareceu caída, tímida entre outras tantas. Por vezes indago se este rio em mar desenboca, outras vejo antes apenas a queda d'água. Meio ao aguaceiro resta saber se ainda saberei nadar. Aonde minha nau vai chegar...

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