quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Agreste
O tempo parou, relógio soou e ninguém ouviu. A vida calou, o cansaço sanou. Armadilha. Quem disse que fácil seria? Parada enfim, resfriada por fim. Pra mim, queria assim. Silêncio audível, desejo possível? Quem me dera... Nova era? Procuro novos rumos, rumores. Que rufem os tambores! A carta anuncia, o calor resfria. Cabeça avoada, melhor quando calada. Disse que disseram que dirão, não! Entrando em um alçapão. Saia dai, tua pureza funda, clareza profunda. Quem me dera fosse um peixe e que na água já estivesse, mas só vejo essa seca nesse calor do agreste. Peixe fora d'água, afogada. Aonde o desejo se esconde? Receio que não nesta fonte. Tic tac, voltou a tocar. Minha hora acaba de soar. Tudo bem, por hoje já valeu sonhar.
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