Enquanto dormia
Foi numa primavera
Com um sol que brilhava fundo
E com uma noite que me (des)pondera
Sai
Percorri mil lugares
Conheci uns bares
Vi muito rostos
E Redescobri os meus
Alarguei meu sorriso
Vivi mundos
Ora um tanto obscuros
Ora imprecisos
Difusos
Pudera ter sido o copo
Que busca se manter cheio
E eu
sempre o (es)vazio
O copo
Contorno discreto da minha vontade
de engolir o mundo
De desbravar a fundo
Mergulhar
Embebedar
Dentro dele; encontro.
Seu universo
Da fala alta
Da divagação
Filosofia barata
Minha amplitude
Entre tonteios
Ao fim
Sua expansão me reprime
Imobilizada, caio.
Sublime
E raia.
Levanto.
Volta.
Volta.
Volta.
Cabeça roda.
Mas voltei.
Rodei
E com você de novo parei.