terça-feira, 9 de maio de 2017

(Talvez) não

Rejeição. 
Ou meu ou seu, um não.

Não agora, não assim.
O seu talvez  afundou os meus tomara que sim... 
escoando toda foi, fim.
No silêncio do talvez me perdi de vez. 
De vez em quando de hora em vez, talvez. 

Todos os talvez brotaram 
me afundaram. 

Emergida em  escolhas mal feitas, 
em decisões recém desfeitas, afoguei. 
No estômago veio um frio se alastrar, aflorou lá, 
lá mesmo, naquele ponto até então calado, 
Agora escancarado...
de certo esse todo não te diz respeita, 
mas quando diz de mim e tu ainda aqui está, nos diz.

Rejeição. 
Quer queira, quer não.

Retardar eu posso, 
mas todos os "e se" vem me revogar esforços. 
Tórrida. 
Torta. 
Ao tempo me entregarei sem saber se como poeira me espalhará 
ou como edifício me construirá. 
A construção é certa, mas é a demolição anterior? 
Preserva... me preserve, menino apressado, 
me levou os vinte, deixe viver os previstos trinta. 
Menino levado,
me mostre, não minta
tanto te vivencio e tanto desconheço... tu te renovas em posturas: ora corre desmedido, 
ora nunca parece findo. 
Vai, menino tempo, se exponha, me permita te entender ou ao menos te aceitar, 
vem menino tempo, vez em quando venha me visitar, eu te deixo passar. 
Nesse silêncio de palavras gritadas me escorrem clichês.

Rejeição. 
Minha atual visão.

Não.

Não.

Não.

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