sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Nada andorinha, voa golfinho!

Certa da prioridade da necessidade afasta tua vontade, dá voz a um mundo vivendo nesse universo calado, dá tempo a seu relógio quebrado e emprega conformismo em mil mentiras inconformadas. Onde caminhas? Pra onde vai, ave perdida? Porque abdica de tuas assas se são suas para que usadas sejam. Porque esquece de teu vôo, quando é ele que te faz amar, viver, amar viver. Desamarra, encara.
- E com as urgências? o que será feito delas se por essa eu optar?
A correnteza cuida delas. Depois que voltares ao teu porto verás que o rio sempre caminha rumo ao mar.
- Como vôo recheada de escamas? Como nado repleto de penas?
Tão certa de tua verdade tu ainda teima em só me ouvir sem ao menos me escutar. Lembra só que te aviso. Passarinho não bica ferro porque sabe o bico que tem, então pare de querer bater bico; pare de por a boca onde tua origem jamais "bicará", habitará. Respira, pura ave, teu vôo ainda alçará. Nada golfinho, e não irá se afogar.

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